Mexe em Viseu

O MEXE chegou pela primeira vez a Viseu numa parceria com o Teatro Viriato para celebrar a sua 6.ª edição entre o Porto, Lisboa e a nossa cidade, entre 18 de setembro e 03 de outubro. 

Sob o tema “O risco de sermos humanos”, e com o propósito de pensar a comunidade localmente sem perder a noção de outros lugares, o MEXE apresenta, durante duas semanas, produções “de distintas configurações de encontro entre criações e públicos, comunidades e espaços, instituições e processos de criar e programar, protagonistas formais e informais”, numa construção de micropolíticas do sensível e da atenção, através do “cruzamento dos contributos da tecnologia e do pensamento científico, perspetivando mesmo as comunidades para além do humano, aprofundando outras relações possíveis com a natureza e procurando construir espaço de afirmação para ‘invisibilidades’ que refletem desigualdades sociais, agravadas pela pandemia”, como afirma Hugo Cruz, director artístico do festival. 

ABERTURA MEIA DOSE

No dia da abertura de um novo espaço do Teatro Viriato, para além da inauguração da exposição “Temporadas Desenhadas”, o diretor artístico do MEXE, Hugo Cruz, apresentou o seu livro “Práticas Artísticas, Participação e Política”. Uma apresentação que contou com a presença de Paulo Pires do Vale, Comissário do Plano Nacional das Artes, e de Graeme Pulleyn, encenador com vasta experiência em projetos artísticos com a comunidade.

MEXEzine 

A MEXEzine é uma revista “feita na hora” com o intuito de documentar o que vai acontecendo no festival, pelas palavras e imagens dos públicos, dos participantes e das gentes que mexem. Na sua segunda edição, MEXEzine reafirma a importância das palavras, sem preconceitos, desafiando o encontro de pessoas, ideias, tendências, identidades… distintas, sem categorizar. Este ano a MEXEzine terá 5 edições durante o festival, sendo a terceira a sua primeira aventura em Viseu, a 24 de setembro. 

CONVERSA “O Risco de Cuidar”

Em Viseu acolhemos a segunda das conversas MEXE, falámos do risco de cuidar na companhia de Henrique Amoedo (diretor artístico da companhia Dançando com a Diferença) e Bárbara Gomes (investigadora em cuidados paliativos), com moderação de Patríca Portela. 

Arriscar a intimidade, o cuidado e a reparação é fundamental para nos mantermos sãos, humanos e com a capacidade de imaginarmos futuros possíveis. 

Festival MEXE 

Correr riscos é frequentemente conotado com falta de prudência. Este equívoco moderno, simultaneamente visionário e poético, mas também conservador, leva-nos a encarar quem corre riscos como alguém que oscila entre um otimismo negligente e um pessimismo cínico. Da redoma de um mui seguro primeiro mundo, contemplamos passivamente a vida dos que correm tantos riscos para que nós não corramos nenhum, enquanto nos queixamos do risco do aborrecimento e caímos no flagrante risco da indiferença (como proclamaria Giddens). É tom ando o pulso a um planeta que grita por ajuda contra danos potencialmente irreversíveis que arriscamos nomear três riscos inevitáveis. O risco de cuidar, o risco da intimidade e o risco da reparação. São estes os temas de três conversas indispensáveis durante o festival MEXE, uma em cada cidade parceira. 

TEATRO 

24 setembro  PAISAJES PARA NO COLOREAR  de La Re-sentida (Chile) 

Uma das obras marcantes deste ano, “Paisajes para no colorear” é um alívio emocional coletivo, o grito de toda uma geração. Meninas e adolescentes chilenas que falam, exigem respeito e são ouvidas pela primeira vez. 

La Tercera 

Sobre este espetáculo,a diretora artística do Teatro Viriato, Patrícia Portela, escreveu uma crónica.

O RISCO DO RETRATO DO INVISÍVEL 

Juan Cabello Arribas 

As comunidades estabelecem-se e, quando a lente do observador as captura, elas já são outra coisa. Fazer visível a energia que transforma um grupo de indivíduos numa massa humana é tarefa para uma comunidade. Juan Cabello Arribas convida todos para a construção do cartaz MEXE, que são dois. O primeiro, apresentado aqui, é o cartaz da promessa que anuncia o festival. E o cartaz em que inscreveremos, no final, o que serão estes dias de encontro até ao último momento, a 03 de outubro. Regressamos ao Porto, a Viseu e a Lisboa, agora mudados pela viagem que mexeu connosco em 2021.   

03 OUT // dom 16h00  

sala 2 Culturgest, Lisboa