Boca a Boca #14 – Sócrates ou a Dança do que não se sabe

No “Boca a Boca” desta semana, a crónica de Patrícia Portela recorda o filósofo Sócrates para nos lembrar que a sabedoria será sempre alimentada pelo convívio com o que se desconhece.
No segmento “Na Boca do Mundo” Albino Moura fala-nos das apresentações das provas de aptidão artística dos alunos da Escola de Dança Lugar Presente, que acontecerão no Teatro Viriato.
Em “À Boca da Bilheteira” apresentamos-lhe a formação em dança “SUMMER LAB – Guests Online”, entramos no nosso palco com os alunos finalistas da Escola de Dança Lugar Presente e regressamos ao nosso blogue para consultar os “Gráficos da Cidade e das Coisas”, de Gonçalo M. Tavares.
“Boca a Boca” é o novo magazine radiofónico semanal do Teatro Viriato para ouvir em todo o lado, na Rádio Jornal do Centro (à quarta-feira, às 08h50 e às 20h50) e desde 27 de maio para ler também no site do Jornal do Centro e na Sala de Ensaios, o Blogue do Teatro Viriato. A voz de um Teatro que vai à montanha porque não pode esquecer a mais elementar premissa de uma casa de espetáculos: a partilha.

Leia abaixo a transcrição do episódio.

Crónica de Patrícia Portela – Sócrates ou a Dança do que não se sabe

Este homem já tinha percorrido o mundo inteiro antes de chegar ali. Ou pelo menos assim o sentia. Já tinha feito muito, discutido muito, discordado muito, aprendido muito, mas queria saber mais. Não lhe parecendo valer qualquer das soluções encontradas para os problemas colocados, o homem determinou que era mais sensato parar.

E assim o fez. Ficou onde estava, a pensar, o dia inteiro, de pé, sem se mexer, frente a uma árvore. A sua concentração era tanta que conseguia ouvir, dentro do seu pensamento, o mundo inteiro a mover-se. 

Antes de retirar qualquer conclusão, teve o homem tempo de rever a sua longa caminhada até ali. A sua e a de tudo o que se movera com ele até ali. Lembrou-se do oráculo que lhe dissera que ele era o bicho mais sábio do mundo. E como ele acreditou que os deuses não mentiam, partiu à descoberta da sua própria sabedoria pois não a conhecia; quando se deitava à noite, era atormentado pela incerteza e pela dúvida porque, no fundo, sabia que não sabia assim tanto. Lembrou-se do momento em que decidira parar, e de como, após um longo tempo parado, decidira voltar a falar. E partiu de novo. Procurou o ser humano mais sábio de todos e percebeu que  não era assim tão sábio. Decidiu ir falar com um poeta – e também ele não era assim tão sábio. Foi falar com um político, com um governante – e também eles não eram sábios. Decidiu falar com um economista, com um arquitecto, com um médico, e concluiu, com mais desapontamento do que desilusão, que, afinal, ele era o mais sábio de todos. Simplesmente porque sabia que nada sabia, enquanto todos os outros, que sabiam muito, eram inconscientes do seu não saber. Invadiu-o uma felicidade que há muito esquecera. E ali mesmo decidiu que iria ensinar o que não sabia a toda a gente. Que em vez de dar respostas faria perguntas, em vez de certezas lançaria dúvidas, suposições, possibilidades.

Tantas perguntas fez, que arranjou, o homem, muitos inimigos, todos ilustres e poderosos conhecedores das mais variadas matérias, mas todos incomodados com a ideia de alguém sem pedigree poder questionar a sua sabedoria. E porque podiam, prenderam o homem e condenaram-no à morte. E a morte era tema sobre o qual sabia ainda menos do que tudo o que não sabia da vida. Bebeu um copo com uma infusão de flores, fez uma última homenagem a Hígia, deusa da saúde, da limpeza e da sanidade, e fechou os olhos. 

O que terá aprendido com a sua morte não se sabe, mas deixou viva esta vontade de conviver com o que se desconhece. Talvez por isso, hoje, o teatro, filho das musas mas também da filosofia, seja o lugar mais apropriado para se aprender com os que desconhecem e por isso sabem mais do que nós. Talvez por isso, hoje, o Teatro Viriato, alinhado com todos aqueles que preferem perguntar a responder, convide a escola de dança Lugar Presente a habitar o seu palco e a apresentar as provas de aptidão artística dos seus finalistas. 

Os nossos futuros mestres são aqueles que nos fazem perguntas às quais não sabemos ainda responder. E é para o que ainda não sabemos que queremos caminhar. 

Na Boca do Mundo

Albino Moura sobre a Escola de Dança Lugar Presente

Esta quinta-feira iremos apresentar as provas de aptidão artística dos nossos alunos finalistas da Escola de Dança Lugar Presente. Este ano são dois finalistas que terminam o 12º ano do curso secundário de dança e é um privilégio esta relação com o Teatro Viriato, no sentido em que as apresentações destas provas em contexto real, em contexto profissional de apresentação dos espetáculos é de facto uma situação ideal para finalizar um curso deste tipo.

Eu penso, e nós pensamos, que é uma situação muito rara existir, nomeadamente no país, esta relação entre um teatro profissional e uma escola de dança que beneficia muito os nossos alunos e tem beneficiado os nossos finalistas em particular, mas também todos os nossos alunos porque podem assistir regularmente a espetáculos de dança, de teatro, de música e, portanto têm uma formação também como públicos das várias áreas que acompanha a sua formação na área da dança e, portanto é de facto um privilégio e nós estamos muito felizes por ter estas condições.

Estas apresentações são o culminar de um trabalho que é feito ao longo do ano. Portanto, estas provas são constituídas por uma prova de interpretação de uma coreografia já existente, de um coreógrafo à escolha dos alunos, e de um trabalho de composição que é feito pelos próprios alunos a partir de um tema, que eles próprios decidem, desenvolvem e depois projetam numa coreografia que é explorada ao longo do ano, terminando numa apresentação pública em contexto profissional, portanto neste caso no Teatro Viriato, onde também terão que defender por escrito e com uma prova oral, incluindo uma apresentação de um PowerPoint onde defendem todo o seu trabalho e toda a sua, digamos, tese de exploração.

Este ano temos dois alunos finalistas, o Tiago e a Mafalda que têm percursos muito diferentes. A Mafalda começou na nossa escola com três anos de idade, portanto muito pequenina. O Tiago começou mais tarde. Começou com treze ou catorze anos, no oitavo ano, teve ali um intervalo em que foi para Lisboa por razões familiares e também teve uma experiência no Chapitô, nas artes circenses, portanto, ele está um bocadinho dividido entre a dança e o circo. Mas são ambos alunos muito especiais.

Estes alunos têm já, com base nas suas pretensões, têm já algumas ideias de como é que vão prosseguir os estudos. No caso da Mafalda, em princípio ela irá para a Escola Superior de Dança, já tentou algumas escolas no estrangeiro e ainda está à espera de resposta, mas com certeza que terá entrada na Escola Superior de Dança, como tem acontecido até a alguns alunos dos nossos cursos secundários dos últimos anos. No caso do Tiago, ele eventualmente irá prosseguir mas na área do circo que é uma área que o fascina também bastante e já fez provas para isso e, portanto, em princípio irá para uma escola dentro dessa área. Em termos de carreira penso que a escola tem feito um trabalho adequado que lhes permite prosseguir tanto os estudos como iniciar uma carreira e eles têm aproveitado bem essa oportunidade.

Gostava ainda de referir que estas provas têm na sua composição um júri externo e interno. O interno é formado por docentes da nossa escola e pela direção e o júri externo são pessoas que normalmente convidamos de vários setores. Neste caso vamos ter a Patrícia Portela, que é a Diretora Artística atual do Teatro Viriato, temos a Leonor Keil que é a Diretora Artística do Festival “Lugar Futuro” e o João Fernandes que é um dos membros da direção da Escola Superior de Dança. Portanto, este ano temos um painel bastante diversificado que eu penso que será uma mais valia para a avaliação dos nossos finalistas.

Termino só desejando boa sorte para os nossos finalistas e esperando que corra tudo bem e certo que irão ter um futuro que corresponde às suas expectativas porque são ambos alunos muito especiais e penso que vão ter a maior sorte na suas carreiras e desejo-lhes as maiores felicidades.

À Boca da Bilheteira

Este verão, a formação em dança regressa ao Teatro Viriato mas, desta vez, através da plataforma zoom com “SUMMER LAB – Guests Online”. 

Ainda que a realização presencial do “SUMMER LAB” tenha sido adiada para 2021, entre os dias 13 e 17 de julho acolhemos um conjunto de aulas diárias com os formadores que integravam o programa de formação em dança deste ano: Cyril Baldy, Kristian LEver, Barbara Griggi, Hugo Marmelada e Sadé Alleyne (da Akram Khan Company).  A cada dia, entre as 18h00 e as 19h30, serão explorados: o método de improvisação de William Forsythe, a linguagem de movimento e pedagogia Gaga desenvolvida por Ohad Naharin, o repertório da Akram Khan Company, mas também outros estilos de dança de presença regular no “SUMMER LAB”, como Laboratório Coreográfico ou Dança Clássica.

As inscrições estão abertas até dia 06 de julho, e cada aula está limitada a 25 participantes, por isso, faça a sua inscrição atempadamente. 

O “SUMMER LAB – Guests Online” é um iniciativa do Teatro Viriato e da Companhia Paulo Ribeiro.

Amanhã, dia 25 de junho, será também a dança que ocupará o nosso palco, com as provas de aptidão artística dos finalistas da escola Lugar Presente. Por algumas horas, o palco será dos alunos que se apresentarão perante um júri e seus convidados. 

Chegados à quinta semana de “Gráficos da Cidade e Das Coisas”, de Gonçalo M. Tavares, analisamos razões para um ser vivo se apaixonar ou o grau de sensatez na cabeça em diferentes situações quotidianas. Estarão estas questões relacionadas? 

Para saber, e conhecer na íntegra esta nova criação, faça a sua inscrição junto da nossa bilheteira e aceda a http://www.saladeensaiosteatroviriato.blog. Todas as segundas feiras, pelas 18h00, serão publicados novos conjuntos de gráficos, símbolos ou tabelas para imaginar outros mundos possíveis e pequenas histórias humanas.

Todas as inscrições e reservas deverão ser feitas através do email bilheteira@teatroviriato.com ou do número 232 480 110. 

Não se esqueçam: Agora a montanha pode descer até ao teatro, mas o Teatro continuará a deslocar-se até à montanha. E entre estes dois movimentos, descobriremos novas formas de estarmos juntos, de desfrutarmos a vida em conjunto e de criarmos novas possibilidades de vislumbrar quem somos e para onde vamos, a cada etapa deste caminho.

Saudações viriáticas e até para a semana.

Boca a Boca – episódio 14
podcast do Teatro Viriato
Crónica Boca a Boca 
Patrícia Portela
Na Boca do Mundo Albino Moura sobre a Escola de Dança Lugar Presente
À Boca da Bilheteira Liliana Rodrigues
Genéricos 
Pedro Pires
Jingles Nuno Veiga e Virgílio OliveiraEdição Zito Marques
Parceria Rádio
 Jornal do Centro
Produção Teatro Viriato
O Teatro Viriato é uma estrutura financiada pela República Portuguesa – Cultura/Direção Geral das Artes e pelo Município de Vise

Boca a Boca #13 – A Minha Vida por um Zombie

No décimo terceiro episódio do “Boca a Boca”, a crónica de Patrícia Portela reflete sobre o papel dos que se deparam com uma sociedade no limite e se atrevem a imaginar uma outra realidade, e questiona: “quando o escritor executa a tarefa hérculea de reimaginar o mundo fá-lo por necessidade de procurar a mudança, ou fá-lo porque não tem como não o fazer?”
No segmento “Na Boca do Mundo” ouvimos Alex Cassal, que nos dá o contexto do momento da sua vida em que escreveu “Ex-zombies: uma conferência”, o texto que será encenado e interpretado na oitava edição de Noite Fora.
Em “À Boca da Bilheteira” falamos-lhe de noites no Teatro Viriato, de segredos partilhados dentro de armários, sobre visitas guiadas e gráficos que nos desafiam a imaginar novos mundos possíveis.
“Boca a Boca” é o novo magazine radiofónico semanal do Teatro Viriato para ouvir em todo o lado, na Rádio Jornal do Centro (à quarta-feira, às 08h50 e às 20h50) e desde 27 de maio para ler também no site do Jornal do Centro e na Sala de Ensaios, o Blogue do Teatro Viriato. A voz de um Teatro que vai à montanha porque não pode esquecer a mais elementar premissa de uma casa de espetáculos: a partilha.

Leia abaixo a transcrição do Podcast.

Crónica de Patrícia Portela – A Minha Vida por um Zombie

Um grupo de cientistas franceses, num centro de controlo de doenças contagiosas, está muito próximo de encontrar a cura para zombies, mas uma “falha de energia” não permite avançar na pesquisa. Sem acesso a eletricidade, todos os aparelhos no laboratório deixam de funcionar e, por razões de segurança, o edifício prepara-se para se autodestruir em 1 minuto e, com ele, o futuro da humanidade. Um dos cientistas, sem poder sair, comenta com os outros antes de morrer: 

– Quem é que teve esta tão estúpida ideia de alimentar computadores a energia fóssil?

Estes eram os últimos minutos do sexto e último episódio da primeira temporada da série norte-americana “Walking Dead”, em 2010, uma série baseada no livro gráfico com o mesmo nome, de Robert Kirkman e Tony Moore.

Surgem sempre mortos-vivos, vampiros, fantasmas ou extraterrestres todo-poderosos quando a sociedade parece atingir um limite. Como em 1815, após a erupção do vulcão Tambora, na Indonésia, que colocou a Europa às escuras e lançou Mary Shelley na escrita de “Frankenstein” e John William Polidori na escrita de “O Vampiro”, ambos a pernoitar em Villa Diodati, no lago de Genebra. Como em 1897, quando Bram Stoker imagina “Drácula” a partir da história e da geografia de uma região como a Transilvânia e revela uma escuridão imensa por trás das glórias industriais da era vitoriana. Ou ainda como em 1968, onde “A Noite dos Mortos-Vivos” se filma durante a revolução Flower Power nos Estados Unidos e a revolta dos estudantes em França. Ou como hoje, dia em que sobe ao palco do Teatro Viriato a leitura encenada de “Ex-Zombies: uma conferência”, de Alex Cassal. A emigração forçada, as alterações do clima, o pré e o pós-apocalipse, são alguns dos temas regulares deste dramaturgo e encenador brasileiro a viver em Lisboa. 

A tarefa daquele que escreve é captar o que há de virtual no atual, compreender o que já lá está mas ainda não é visível, criticar a sociedade presente. Mas quando o escritor executa a tarefa hercúlea de reimaginar o mundo, fá-lo por necessidade de procurar a mudança ou fá-lo porque não tem como não o fazer? E o que escreve tem impacto naquele que lê?

Numa das últimas entrevistas feitas a Fidel Castro perguntaram-lhe:

Se lhe dessem a escolher entre escrever a obra da sua vida e com ela mudar o mundo dramaticamente, sem que o mundo alguma vez soubesse quem tinha promovido essa mudança, ou ser considerado o melhor escritor do seu tempo, tornar-se famoso, escrever obras-primas lidas por muito poucos mas consideradas por muitos como um retrato rigoroso da sociedade como ela é mas sem a alterar, o que escolheria? 

Alex Cassal talvez respondesse: mais do que saber onde estamos ou para onde vamos enquanto escrevemos, “é importante escolher ao lado de quem queremos estar”. Presentes. Fisicamente. Apesar de uma pandemia. 

Venha ler o mundo pelo olhar de Cassal. Quem sabe, pode chegar a casa com um antídoto contra a atitude contagiante de carregar o seu telemóvel na corrente elétrica para ver mais uma série na Netflix. Mas antes contagiado, sim, pelo encontro com as musas e com Hígia, deusa da saúde, limpeza e sanidade, para muitos também chamada de Lua, que hoje, se reparar, está quase nova.

Na Boca do Mundo

Ex-zombies: uma conferência”, por Alex Cassal

Comecei a escrever este texto em 2016, depois de estrear um espetáculo sobre três refugiados à deriva numa balsa no meio do mar Mediterrâneo que passam o tempo a imaginar “As Cidades Invisíveis” de Ítalo Calvino. Eu próprio era mais um migrante recém-chegado à Europa e via por todo o lado sinais de que as pessoas estavam a armar-se com cacetes para enfrentar ameaças desconhecidas. 

Era como se estivéssemos a viver numa das distopias cinematográficas que marcaram a minha adolescência: nós contra extraterrestres invasores, nós contra robôs assassinos, nós contra macacos falantes, nós contra mutantes deformados. Nenhuma possibilidade de acordo, apenas a destruição (o mais das vezes mútua). 

Agora, quatro anos depois, os números de africanos e árabes mortos no mar Mediterrâneo (e ao redor do mundo) continuam a crescer, bufões fascistas como Trump e Bolsonaro inundam as manchetes dos jornais com mentiras, o aquecimento global já é uma realidade inegável. E uma pequena pandemia mostrou-nos como o nosso modo de vida pode mudar de um momento para o outro. Não sei se estamos no pré ou no pós-apocalipse. Mas sei que estes são tempos em que devemos escolher ao lado de quem queremos estar.

À Boca da Bilheteira

Esta noite, pelas 21h30, a nossa sala recebe a oitava edição de “Noite Fora: Leitura e Conversas sobre Teatro”, um projeto do Teatro Viriato e Sónia Barbosa que, desta vez, convida o encenador Alex Cassal para conduzir a sessão.

“Ex-Zombies – uma conferência”, da autoria de Alex Cassal será o texto encenado e interpretado por Guilherme Gomes, Leonor Barata, Roberto Terra e Sónia Barbosa. Uma obra que reflete sobre temas como a alteridade, a xenofobia, a tortura e a banalização do mal.

No próximo sábado, dia 20, a companhia Amarelo Silvestre convida-nos a “entrar” num guarda-fatos montado  no palco do nosso Teatro. Através de uma videochamada, assistimos a “Guardar Segredo”. Um conjunto de espetáculos que serão apresentados ao longo de cinco horas. Cada espetáculo terá apenas um espectador, a medida certa para se presenciar um segredo. O que se irá passar lá dentro é coisa que não deve ser sabida por mais ninguém. 

Também no sábado, às 16h00, regressamos à coleção do Museu Nacional Grão Vasco, com “Às Cegas”, de Leonor Barata. Uma visita sensorial para conhecermos os Tesouros Nacionais e Acervo do museu sem o vermos. 

E como tem sido habitual, a próxima semana começará com “Gráficos da Cidade e Das Coisas”. Todas as segundas-feiras, pelas 18h00, a nossa Sala de Ensaios digital, o blogue do Teatro Viriato, permite partilhar, na íntegra, esta nova criação de Gonçalo M. Tavares. Não perca o quarto conjunto de gráficos, já publicados, basta inscrever-se junto da nossa bilheteira e aceder a http://www.saladeensaiosteatroviriato.blog. 

Todas as inscrições e reservas deverão ser feitas através do e-mail bilheteira@teatroviriato.com ou do número 232 480 110. 

E não se esqueçam: Ainda que a montanha desça ao teatro, o Teatro continuará a deslocar-se à montanha. E entre estes dois movimentos encontrar-nos-emos sempre a cada etapa deste caminho.

Saudações viriáticas e até para a semana.

Boca a Boca #12 – As Pedras Dançam por Dentro

No Boca a Boca desta semana, a crónica de Patrícia Portela remete-nos para a adolescência, para lembrar pessoas e projetos que, mesmo quando tudo parece estar do avesso, nos ajudam a ser quem somos.
Na Boca do Mundo apresentamos o projeto PEDRA pelas vozes de Vera Mantero, coreógrafa convidada desta terceira edição, Leonor Barata, coreógrafa assistente no Teatro Viriato e alguns dos participantes de Viseu, Lisboa e Porto.
Em À Boca da Bilheteira reforçamos o convite para assistir à apresentação de PEDRA no nosso SubPalco, falamos-lhe sobre o regresso de Noite Fora com o encenador Alex Cassal e lembramos que, todas as segundas-feiras, pode acompanhar Gráficos da Cidade e das Coisas, de Gonçalo M. Tavares.
Boca a Boca 
é o novo magazine radiofónico semanal do Teatro Viriato para ouvir em todo o lado, na Rádio Jornal do Centro (à quarta-feira, às 08h50 e às 20h50) e desde 27 de maio para ler também no site do Jornal do Centro e na Sala de Ensaios, o Blogue do Teatro Viriato. A voz de um Teatro que vai à montanha porque não pode esquecer a mais elementar premissa de uma casa de espetáculos: a partilha.

Leia abaixo a transcrição do podcast.

Crónica de Patrícia Portela – As Pedras Dançam por Dentro

Alguém, como eu, ou tu, acaba de celebrar 16 anos quando o mundo, lá fora, furioso e sem aviso, lhe puxa o tapete e lhe mostra que não é o que sempre foi, como aliás, há muito já se suspeitava. 

Alguém, como tu, ou como eu, passa agora o seu tempo fechado no quarto por causa de um vírus. Não passa as quartas-feiras com os avós nem as sextas-feiras com os amigos do skate. A pessoa que mais vê acaba por ser aquela professora, de olheiras até ao queixo, que, sem conseguir disfarçar as recorrentes insónias, crasha à tua frente, no ecrã do computador, enquanto te dá uma aula sobre uma matéria em que nenhum dos dois, neste momento, acredita. 

Alguém, como tu, ou como eu, de 16 anos, fechado num quarto, conclui que ninguém o deixa fazer nada do que o faz feliz, e que todos fazem questão de o obrigar àquilo que, tem a certeza, não lhe vai fazer falta nenhuma nem para concretizar os seus sonhos, nem para amar, nem para ser melhor pessoa. 

Já nem faz sentido trancar-se no quarto como forma de protesto. 

Há uma diferença entre não poder sair e não querer sair. E alguém, como tu, ou como eu, está agora fechado à chave num castigo sem culpa. E telefona todos os dias quando acorda àquele amigo com quem começou mesmo há dias a jogar à bola. E passa a noite a conversar com aquela amiga que fez já depois da pandemia, numa reunião de um projecto estranho, com um nome estranho, sobre uma dança estranha. Um projecto que juntou, em abril passado, muitos alguéns como tu, ou como eu, de Viseu, de Lisboa, e do Porto, mesmo com um vírus pelo meio a querer estragar tudo. 

– Onde já se viu uma pedra dançar?! – Estranhaste tu, em Viseu, antes de começares os ensaios a partir do repertório da coreógrafa Vera Mantero. – As pedras dançam por dentro – esclareceu ela, que já participava no projecto pela segunda vez. 

E por vezes precisamos só disto, não é? De alguém que nos ajude a ser quem somos, mesmo quando estamos obrigados a ser quase nada, fechados num quarto, a tentar dançar por dentro. 

Durante dois meses e meio desarrumámos esse quarto sem tapete, fizémos do chão um palco, e colocámos a música no máximo (e os auriculares). O resultado são três vídeos fora da caixa. 

PEDRA foi um projecto com a duração de três anos que teria terminado com um grande encontro em Lisboa. Dadas as circunstâncias, só terminará quando os participantes assim o entenderem. 

E enquanto houver musas e hígias, deusas da limpeza, da sanidade e da saúde, haverá sempre pedradas no charco. Venham ver o resultado, e participem na conversa de 14 de Junho, pelas 18h nas plataformas digitais da Culturgest, em Lisboa, do Teatro Municipal do Porto, no Porto, e do Teatro Viriato em Viseu. 

Até já!

Na Boca do Mundo

Projeto PEDRA pela coreógrafa Vera Mantero, pela voz dos participantes e pela coreógrafa e assistente em Viseu Leonor Barata, via Zoom

Vera Mantero

Eu fiquei muito contente quando me convidaram para o PEDRA porque me parece muito importante que haja pessoas destas idades que contactam com a dança contemporânea. Fiquei muito contente por poder também – como já tinham feito a Clara e o Francisco – participar nesta aventura. Também é preciso ver que dentro dos grupos há pessoas com experiência e pessoas sem experiência e isso cria mais um lado aventureiro, porque toda a gente tem que se adaptar às diferentes experiências de cada um.  Depois este nosso PEDRA atravessou uma ocasião histórica – que ninguém que nós conheçamos tenha alguma vez atravessado e que nós não sabemos quando se irá atravessar outra vez –  e de repente ficámos neste isolamento e para mim foi muito interessante a forma como fomos passando para este formato que vamos apresentar no dia 14, porque foi uma descoberta gradual. E uma das coisas que ajudou a caminharmos para este formato foi o facto de alguns alunos terem ficado com trabalhos para fazerem em casa, que iriam mostrar na próxima aula, nos estúdios, e como ficaram sem poder sair de casa começaram a enviar esses trabalhos de casa por vídeo. E isso foi uma coisa muito importante de ter acontecido e muito reveladora e despoletadora de começarmos a achar que este projeto tem uma hipótese à distância, tem uma hipótese em imagem e vídeo, tem uma hipótese online. 

Leonor Barata

O PEDRA é um projeto absolutamente fundamental no panorama artístico na área da dança porque permite esta ideia de cruzar linguagens com adolescentes, ou seja, a criação artística passa para eles, sendo mediada por um contexto que tem a ver com o coreógrafo que é escolhido – que este ano é a Vera – mas também por esta possibilidade de praticarem com os seus próprios corpos e reinventarem com os seus próprios corpos um património que já é da nova dança portuguesa e, portanto, esta ideia de partilhar com eles um passado que já não é deles, mas que se vai tornando deles, que eles se apropriam dele, é muito importante, parece-me.

Participantes

– Para mim o PEDRA é uma grande pedra que se deconstrói em pedacinhos e esses pedacinhos somos nós. E somos leves e flexíveis porque podemo-nos juntar à pedra grande, a pedra mãe. E é isso para mim, o PEDRA somos todos nós. 

– O PEDRA está a ser uma experiência fantástica e eu tenho a certeza que assim o será até ao final. Mesmo com estes obstáculos do corona vírus.

– O PEDRA é renovação e imaginação. 

– Sair da caixa, sim, sair da caixa. Foi isso que o projeto PEDRA me trouxe. Aprender a ver a dança de outra forma, comunicar através da arte e romper todas as suas barreiras convencionais e descobrirmos a nossa identidade através das emoções sentidas. Sair da caixa, sim, sair da caixa. 

À Boca da Bilheteira

Este domingo, convidamos todos aqueles que estão em casa a acompanhar-nos na apresentação final de PEDRA – Projeto Educativo em Dança de Reportório para Adolescentes

Passados 3 anos chegamos ao fim deste projeto coproduzido pelo Teatro Viriato, a Culturgest e o Teatro Municipal do Porto, desta vez, online, através do nosso SubPalco, das redes sociais da Culturgest e do Teatro Municipal do Porto. 

No dia 14 de junho, pelas 18h00, será transmitido um encontro nacional com a apresentação do exercício final de cada grupo e uma conversa entre Vera Mantero, a coreógrafa convidada desta edição, os coreógrafos assistentes – Henrique Furtado Vieira, Vera Santos e Leonor Barata – e os participantes. A conversa será moderada por Pedro Santos Guerreiro.

Já no próximo dia 17 de junho, voltamos a uma produção que nos traz muitas memórias felizes: Noite Fora. Desta vez, a leitura encenada terá lugar na nossa sala de espetáculos e Alex Cassal como encenador convidado, que nos apresenta um texto da sua autoria: Ex-Zombies – uma conferência. Leonor Barata, Sónia Barbosa, Guilherme Gomes e Roberto Terra serão os intérpretes. 

Às segundas-feiras continuaremos na companhia de Gonçalo M. Tavares e Gráficos da Cidade e das Coisas na nossa Sala de Ensaios, o blogue do Teatro Viriato, que pode conhecer através do endereço http://www.saladeensaiosteatroviriato.blog.

Para reservar um lugar na plateia para Noite Fora ou para ter acesso a Gráficos da Cidade e das Coisas contacte a nossa bilheteira através do e-mail bilheteira@teatroviriato.com ou do número 232 480 110. 

E não se esqueçam: Ainda que a montanha desça ao teatro, o Teatro continuará a deslocar-se à montanha. E entre estes dois movimentos encontrar-nos-emos sempre a cada etapa deste caminho.

Saudações viriáticas e até para a semana.

Boca a Boca #11 – Desmascarar de Máscara

No Boca a Boca desta semana, Patrícia Portela fala-nos na sua crónica de máscaras que usamos para proteção, não apenas de um vírus, mas de injustiças e outros males da sociedade, outras ainda que se escolhem usar como forma de combate. “Porque o uso da máscara não nos impede de falar, de narrar, nem mesmo de respirar.”


O segmento Na Boca do Mundo traz-nos excertos de Montanhas de Coisas – um conjunto de solos documentais dos alunos do 2º ano da Licenciatura em Teatro da ESAD.CR – com coordenação de Joana Craveiro e que se estreia no Teatro Viriato esta quinta feira.


Em À Boca da Bilheteira espreitamos a programação dos próximos dias, com vários encontros possíveis entre o Teatro, a Montanha e o espaço digital.

Crónica de Patrícia Portela – Desmascarar de Máscara

Há pouco mais de seis meses, o governo de Hong Kong legislava a proibição do uso de máscaras em manifestações públicas. Tal adereço não permitia identificar devidamente os manifestantes, por um lado, nem intoxicá-los com gás lacrimogéneo e assim dispersá-los com eficácia, por outro. Como sinal de protesto, os estudantes, que na altura lutavam contra a lei da extradição para a China, saíram à rua mascarados, com fatiotas completas, no dia das bruxas. 

Na semana passada, milhares de manifestantes, nos Estados Unidos e não só, saíram à rua apesar das restrições e do uso obrigatório de máscaras, em nome de George Floyd, um homem afro-americano de Minneapolis que morreu, depois de ter estado algemado, de cara no chão, com um joelho de um polícia branco a esmagar-lhe o pescoço. 

Há oito meses, um grupo de alunos da disciplina de Interpretação iniciava o seu curso de Teatro em salas de aulas, nunca imaginando que o terminaria em plataformas digitais. Alguns deles talvez nunca tenham pisado um palco, até hoje, e talvez nunca tivessem decorado um texto para uma plateia tão bela como a do Viriato, mas nenhum deles recusou colocar a máscara do Teatro para continuar a desmascarar os males da sociedade, defendendo um futuro em que acreditam, sempre perante um público que se vai revelando cada vez mais ávido de outras vozes.  

Nesta semana, recebemos no Teatro Viriato os exercícios finais destes alunos de Interpretação do segundo ano da Escola Superior de Artes das Caldas da Rainha, sob a direção de Joana Craveiro, artista residente do nosso Teatro. Mas não os recebemos no palco, como acontece, já no próximo sábado, com o espetáculo para a infância Tangerina de Gira Sol Azul. Recebemos, sim, e como anfitriões, os seus mais diversos mundos através da plataforma Zoom. Monólogos na Gafanha da Nazaré, dentro de veículos automóveis em Pombal, confissões em Ansião ou Colmeias, passeios inesperados em Ponte de Sor, ou pela Baixa da Banheira, em Leiria, Altura ou Alcobaça… Lugares onde se encontram hoje, e onde se mantiveram a ensaiar, incansáveis, durante todo o período do confinamento.

Ninguém melhor do que eles para nos confirmarem que o futuro se desenha em aliança. Alianças entre artistas independentes, atores recém-formados e veteranos profissionais, entre instituições culturais, científicas e outras. Entre escolas e teatros. Entre golpes de asa de projetos que nos parecem impossíveis e esse imenso palco que é a rua. 

Porque o tão badalado distanciamento social não é sinónimo de afastamento das causas que nos movem. 

Porque o uso da máscara não nos impede de falar, de narrar, nem mesmo de respirar. 

Juntemo-nos, enquanto público, à garra e à vontade destes artistas do futuro, durante os próximos dias. 

Que outra missão poderá ter uma casa de criação que não a de dar uma mão a todos aqueles que continuam a ecoar as dores silenciadas do mundo,  agarrando com  a outra mão a sorte das musas, e a bênção de Hígia, deusa da saúde, da limpeza e da sanidade?

Na Boca do Mundo

Montanhas de Coisas, um conjunto de solos documentais dos alunos da licenciatura em Teatro da Escola Superior de Artes e Design de Caldas da Rainha, com coordenação de Joana Craveiro

(Música America de Simon & Garfunkel)
“Let us be lovers, we’ll marry our fortunes together
I’ve got some real estate here in my bag”

Eles vão à procura norteia-os a frase de Annette Kuhn: “ O passado é como a cena de um crime!” Eles escolhem o que querem investigar, eles fazem-no e fazem-nos a nós de certa forma, constroem-nos, as memórias deles constroem e mapeiam quem nós somos, como chegámos até aqui. Eles escrevem uma peça de teatro a partir disso, de facto, um total de pequenas peças. E o total de pequenas peças que daqui sai perfaz 13, mas não é um número azarado e sim um número justo, eles são 13 e têm estado fechados em casa. E isto foi o que eles quiseram descobrir. 

(Música América de Simon & Garfunkel)

“Laughing on the bus
Playing games with the faces
She said the man in the gabardine suit was a spy
I said, “Be careful, his bowtie is really a camera”

Cada pessoa reconstitui a memória de um acontecimento como quem faz um bolo, cujos ingredientes só eles conhecem. Fico por isso à porta de uma história extraordinária sem maneira de entrar.

–  Eu, sou uma pessoa sem memória, ou seja, em mim as memórias perdem-se

Todos falam sobre a vida em Angola, menos o Gito, o segundo filho mais velho, talvez seja mais fácil cantar. 

– Neste hotel, existem chaves, e existem quartos, quartos que possuem cada um deles uma história

(Música Mona Ki Ngi Xica de Bonga)

“Alukenn n’golafua
N’ga mu binga kia
Muene ondo kala beniaba
Eme n’gondodiame
Eme n’gondodiame
Mona mona muene
Kissueia weza
Mona mona muene
Kalunga n’gumba
N’zambi awani banack mona
N’ga muvalele
Muene ondo kala beniaba”

Tradução:
“Atenção! Estou em perigo mortal
E eu já te avisei
Ela vai ficar aqui e eu vou embora
Essa filha minha
Pessoas más estão atrás dela
Essa filha minha
Em uma maré de infortúnio
Deus me deu essa prole
Que eu trouxe ao mundo
E ela vai ficar aqui
Quando eu me for.”

E agora, aquilo que resta, são estas histórias…

Boa noite, ou boa tarde, ou bom dia… todas as horas do dia neste momento às vezes nos parecem uma mesma única hora. Bem-vindos a Montanhas de Coisas, um conjunto de pequenas peças a que chamámos solos documentais. Estes são alunos de segundo ano de teatro da Escola Superior de Artes e Design de Caldas da Rainha, eles vão apresentar o resultado da sua investigação, vão apresentá-lo sob forma artística porque eles pensaram muito nisto, eles de facto estiveram dois meses fechados em casa a pensar, não só a pensar, como a investigar, a entrevistar,  a ir à procura, a procurar, a abrir gavetas, caixas, a destapar… Destapar, acho que é assim que se diz, destapar memórias. Algumas estavam envoltas em plástico, outras estavam guardadas dentro das pessoas, outras nem chegaram a ser encontradas. Houve muitas histórias que se pensou que eram uma coisa, e afinal acabam revelando uma outra coisa. Este é também o percurso de pessoas que se encontram a meio caminho, na busca destas histórias que se encontram a si próprias nisso.

Boa viagem, não é preciso apertar os cintos, as regras de segurança estão garantidas e ainda assim pedimos-vos: aproximem-se.

(Música “Friend of the Devil” de Grateful Dead)

“I lit up from Reno
I was trailed by twenty hounds
Didn’t get to sleep that night
Till the morning came around
Set out running but I’ll take my time
A friend of the Devil is a friend of mine
If I get home before daylight”

À Boca da Bilheteira

No dia em que reabrimos as portas do Teatro Viriato ao público Tangerina, da Gira Sol Azul, estreou no nosso placo. Precisamente no dia da criança, este concerto para a infância foi transmitido para escolas do 1º e 2º ciclo através do nosso SubPalco e visto na nossa sala, com todas os cuidados necessários. No próximo sábado, dia 6, convidamos as famílias com crianças maiores de 3 anos a ocuparem o seu lugar na plateia para mais uma sessão de Tangerina

O segundo conjunto de Gráficos da Cidade e das Coisas, de Gonçalo M. Tavares chegou também no dia 1 à nossa Sala de Ensaios – o blogue do Teatro Viriato, com acesso restrito para os inscritos. Se ainda não fez, inscreva-se para receber acesso à publicação semanal que nos convoca a participar no exercício imaginário de construir novos mundos possíveis. 

Entre quinta-feira e sábado, nos dias 4, 5 e 6, o Teatro Viriato acolhe Montanhas de Coisas através da plataforma zoom, um conjunto de solos documentais dos alunos do segundo ano da licenciatura em Teatro da Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Raínha, com coordenação de Joana Craveiro, artista residente do Teatro Viriato.

Já no dia 14 de junho, pelas 18h00, será o dia da apresentação final de PEDRA – Projeto Educativo em Dança de Repertório para Adolescentes que, nesta terceira edição, desafiou jovens em Viseu, Porto e Lisboa a apropriarem-se do repertório de Vera Mantero, a coreógrafa convidada. O projeto, criado e produzido pelo Teatro Viriato, o Teatro Municipal do Porto e a Culturgest, terá apresentação dos três grupos no nosso SubPalco. 

Para reservar bilhetes para Tangerina, para assistir a Montanhas de Coisas ou para ter acesso a Gráficos da Cidade e das Coisas lembre-se destes contactos: bilheteira@teatroviriato.com ou 232 480 110. 

E não se esqueçam: Ainda que a montanha desça ao teatro, o Teatro continuará a deslocar-se à montanha. E entre entres dois movimentos encontrar-nos-emos sempre a cada etapa deste caminho.

Saudações viriáticas e até para a semana.

Boca a Boca – episódio 11
podcast do Teatro Viriato
Crónica Boca a Boca Patrícia Portela
Na Boca do Mundo Montanha de Coisas, por Joana Craveiro e alunos do 2º ano da Licenciatura em Teatro da ESAD.CR
À Boca da Bilheteira Liliana Rodrigues
Genéricos Pedro Pires
Jingles Nuno Veiga e Virgílio Oliveira
Edição Zito Marques
Parceria 
Rádio Jornal do Centro
Produção Teatro Viriato
O Teatro Viriato é uma estrutura financiada pela República Portuguesa – Cultura/Direção Geral das Artes e pelo Município de Viseu